sexta-feira, 27 de setembro de 2013

MINHA INFÂNCIA EM ROLÂNDIA - NORTE DO PARANÁ - ANOS 60










SOU DO TEMPO DOS CARRÕES CONVERSÍVEIS.. DO TEMPO EM QUE COMEÇOU O ROCK AND ROLL... NOS TEMPOS DA BRILHANTINA... CALÇA BOCA DE FUNIL.. . BOTINHAS... TEMPOS DOURADOS... IÊ´´IÊ..IÊ... CADEIRAS NAS CALÇADAS... BAILINHOS... GORDINES.. KHARMAN GHIAS... FUSCAS... SOU DO TEMPO EM QUE SE DANÇAVA DE "ROSTO COLADO".. . MÚSICA LENTA.. SOU DO TEMPO DOS "BEE GEES"... DO TEMPO DA "CUBA LIBRE"... DO TEMPO EM QUE TOMAR UM PORRE ERA TOMAR UMA CAIPIRINHA OU UM "RABO DE GALO" PARA IR AO BAILE... DO TEMPO EM QUE APRONTAR ERA FUMAR ESCONDIDO OU FURTAR O PÃO QUE O PADEIRO DEIXAVA DE MADRUGADA NAS CASAS... SOU DO TEMPO EM QUE O ALUNO ERA LEVADO A DIRETORIA SE NÃO FIZESSE A LIÇÃO DE CASA... SOU DO TEMPO EM QUE FALAR PALAVRÃO ERA MANDAR ALGUÉM "À M...."... SOU DO TEMPO EM QUE SE PEDIA A BENÇÃO PARA OS PAIS... DO TEMPO EM QUE OS FILHOS AMAVAM E RESPEITAVAM OS MAIS VELHOS... DO TEMPO EM QUE OS FILHOS AJUDAVAM OS PAIS... SOU DO TEMPO EM QUE TODOS OS PAIS LEVAVAM OS SEUS FILHOS NA IGREJA E DAVAM BONS EXEMPLOS... SOU DO TEMPO EM QUE UM MENINO OU MENINA GANHAVA UMA OU DUAS ROUPAS POR ANO... SOU DO TEMPO EM QUE IOGURTE, COCA-COLA E MAÇA ERAM ARTIGOS DE RICOS... SOU DO TEMPO EM QUE BRINQUEDO BOM ERA UM CARRINHO DE ROLEMÃ... BIBLIOQUÊ... PEÃO E BOLINHAS DE GUDE... SOU DO TEMPO EM QUE AS CRIANÇAS BRINCAVAM NA RUA ATÉ DE NOITE E NÃO HAVIA PERIGO... NO MÁXIMO ALGUMA BRIGA COM SOCOS... UM OLHO ROXO... SOU DO TEMPO EM QUE 90% DAS CRIANÇAS ANDAVAM DESCALÇOS, COM ESTILINGUE NO PESCOÇO E EMBORNAL CHEIO DE PEDRAS DO LADO... SOU DO TEMPO EM QUE MOLEQUE SÓ COMIA FRUTA SUBINDO NA ÁRVORE.. SOU DO TEMPO EM QUE QUASE TODO MENINO FAZIA O SEU PRÓPRIO BRINQUEDO USANDO SERROTE, MARTELO, ARCO DE PUA E FORMÃO.. SOU DO TEMPO EM QUE QUASE TODA A FAMÍLIA POSSUÍA UM HORTA NO FUNDO DO QUINTAL... ADUBADA SÓ COM ESTRUME DE VACA, CAVALO OU PALHA DE CAFÉ... SOU DO TEMPO EM QUE A PREFEITURA PRECISAVA AGUAR AS RUAS POR CAUSA DA POEIRA... SOU DO TEMPO EM QUE OS POLÍTICOS ERAM MAIS HONESTOS... DE UM MEIO AMBIENTE MELHOR... DE TEMPO EM QUE TÍNHAMOS MUITAS PESSOAS MORANDO NA ROÇA... DO TEMPO EM QUE SE COMIA MELHOR... COMIDA SEM AGROTÓXICO... DO TEMPO EM QUE O LEITEIRO TRAZIA O LEITE TODO DIA NA CIDADE COM SUAS CARROÇAS... DE CASA EM CASA... DO TEMPO EM QUE O PADEIRO ENTREGAVA O PÃO DE CASA EM CASA... DE MADRUGADA... COM SUAS CARROÇAS... SOU DO TEMPO EM QUE SANDUÍCHE ERA APENAS PÃO E MORTADELA... SOU DO TEMPO EM QUE COMER BEM ERA ARROZ, FEIJÃO, SALADA, BIFE E GUARANÁ ANTÁRTICA .. SOU DO TEMPO EM QUE MACARRONADA ERA A COMIDA ESPECIAL DO DOMINGO... SOU TEMPO EM QUE O CINEMA ÉRA MÁGICO... SOU DO TEMPO EM QUE ASSISTIR TARZAN OU BONANZA ERA O MÁXIMO... TODOS PARAVAM PARA ASSISTIR... SOU DO TEMPO DOS IRMÃO CORAGEM E DO BEM AMADO... DO TEMPO EM QUE OS RIOS TINHAM ÁGUA LIMPA... DO TEMPO EM QUE SE PODIA ANDAR PELAS RUAS DE MADRUGADAS SEM MEDO DE NADA... EU VIVI OS ANOS DOURADOS.. EU VIVI OS ANOS 60 NO NORTE DO PARANÁ... JOSÉ CARLOS FARINA





COMENTÁRIO: Aparecida Herrmann só saudades Farina e a culpa é nossa, achavamos que tinhamos "Pais" rigidos demais que eram quadrados e tudo o mais então as vezes falavamos (ou pensavamos) quando eu crescer e tiver meus filhos vou dar a eles tudo que não tive,ta ai a resposta eu que hoje tenho meus filhos me sinto culpada por ter sido como dizem tão condenscendente,certo estavam os meus "Pais",o mundo evoluiu claro que bom,mais em muita coisas regredimos nós, eu tenho saudades desse tempo e Graças a Deus ainda temos muita coisa boa acontecendo belo texto


COMENTÁRIOS: 


José Carlos Farina Nos anos 60 só rico tomava coca-cola... fui tomar minha primeira coca-cola só nos anos 70... 


Marlene Grotti Me lembro que lá por 1970 quando entrei na 1º série, tinha uma coleguinha que não ia para escola se eu não passasse na casa dela ( o pai dela foi varias vezes até a escola me buscar para que ela fosse a escola) . Eu chegava na casa dela bem na hora do almoço e sempre tomava um copo com Crush oferecido pela mãe dela. Depois de algum tempo me habituei a tomar refrigerante. Na minha casa nunca tinha, nem nos aniversários. 


Clóves Vasconcelos Jr. Lendo suas espontâneas reminiscências, amigo Farina... pensei que éramos vizinhos aqui em Buriti Alegre-Go., ou que morávamos na mesma casa, tamanhas as coincidências de lazer e valores!!!... Isto amigo, se chama "berço esplêndido"... educação de ponta, com puros exemplos...

domingo, 22 de setembro de 2013

HISTÓRIA DE MARINGÁ - ASSIM COMEÇOU A CIDADE CANÇÃO



ODIARIO.COM/MARINGA




O primeiro lote de Maringá, de numeração 1/A, foi adquirido pelo padre alemão Emílio Clemente Scherer, que chegou ao Brasil em 1938, fugindo do nazismo. O padre Scherer é considerado o primeiro pioneiro desbravador de Maringá. A propriedade que ele adquiriu - localizada em uma região próxima ao local que hoje é o bairro Cidade Alta, em Maringá -, foi batizada de Fazenda São Bonifácio. Foi nesta propriedade que, a 12 de fevereiro de 1940, surgiu a primeira igreja de Maringá, a Igreja São Bonifácio, construída com madeira retirada de árvores cortadas na própria fazenda. A igreja existe até hoje, próximo ao bairro da Cidade Alta, no prolongamento da Rua Dolores Duran.


Maringá Velho dos anos 1940.


Em 1942, surgiu também um pequeno povoado que servia como ponto de apoio aos pioneiros desbravadores que já começavam a trabalhar nas propriedades rurais locais: a área que hoje é chamada de Maringá Velho.


No entanto, a formação do Maringá Velho não se deu de forma precária e desordenada. O historiador do Patrimônio Histórico de Maringá, João Laércio Lopes Leal, conta que o povoado cresceu obedecendo a um planejamento criado por Aristides Souza Mello, diretor da Companhia de Terras Norte do Paraná, que projetou o pequeno povoado de seis quadras, formado por poucas casas e estabelecimentos comerciais, estes voltados a atender às necessidades básicas da população rural.


Na época, havia uma "picada" - caminho aberto na mata à golpes de facão - que ligava a região onde hoje é centro da cidade até o Maringá Velho. O traçado da picada acabou servindo de referência para a construção da avenida Brasil. O ponto onde a picada terminava ficou conhecido como "fim da picada", nomenclatura que perdura até hoje.


1º Hotel do Maringá Velho.


Em 10 de novembro de 1942 a Companhia de Terras Norte do Paraná inaugurou a Pedra Fundamental de Maringá. O nome da cidade foi uma sugestão de Elizabeth Thomas, mulher de Arthur Thomas, diretor presidente da Companhia. "Maringá" era o nome de uma canção de Joubert de Carvalho que foi um grande sucesso dos anos 1930, e era frequentemente entoada pelos desbravadores locais enquanto trabalhavam na derrubada da mata nativa.


Na ocasião da inauguração da Pedra Fundamental de Maringá, a Companhia de Terras Norte do Paraná também inaugurou o Hotel Campestre, que hospedaria investidores interessados em adquirir propriedades na região.
Cidade Planejada


Maringá, no entanto, não iria se desenvolver em torno do Maringá Velho. No planejamento de colonização previsto pela Companhia de Terras Norte do Paraná, a estação de trem, que seria construída em uma região mais plana, deveria estar localizada no centro da cidade. A Companhia, inclusive, parou de negociar lotes urbanos na região do Maringá Velho.


O projeto da cidade de Maringá é datado de 1943 e assinado pelo urbanista paulista Jorge de Macedo Vieira, adepto do conceito de “Cidade Jardim” elaborado pelo britânico Ebenezer Howard e responsável pelo projeto de inúmeros bairros de São Paulo. O traçado de Maringá foi desenhado com largas avenidas, canteiros que valorizavam o paisagismo e ruas que seguiam a inclinação natural do relevo o mais fielmente possível.


O projeto já previa uma avenida que cruzasse a cidade de uma ponta a outra: a avenida Brasil, de 7.450 metros (de acordo com dados da Prefeitura Municipal de Maringá). A preocupação com o meio ambiente e a qualidade de vida da população local também estiveram presentes no planejamento do urbanista, que desenhou dois “pulmões verdes” dentro da cidade (o Parque do Ingá e o Bosque II, que seria rebatizado, em 1983, como “Parque Florestal dos Pioneiros” pela Lei Municipal 1.649/83), para garantir a preservação da mata nativa, além de prever a manutenção da mata nos fundos de vale da cidade. Outro pulmão verde que acabou surgindo em Maringá foi o Horto Florestal Dr. Luiz Teixeira Mendes, propriedade da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná e 1º viveiro de mudas da cidade.


O planejamento contemplava também a divisão da cidade por zonas, de acordo com a função. A região central concentraria o centro cívico, a Zona 1 seria destinada ao comércio e à prestação de serviços, as Zonas 2, 4 e 5 seriam residenciais, enquanto as Zonas 3, 6 e 7 seriam zonas residenciais operárias, e assim por diante. A cidade foi planejada para comportar até 200 mil habitantes. O crescimento da cidade, no entanto, superou as expectativas. No último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) realizado em 2010, Maringá registrou uma população de 357.077 habitantes.


Um fato interessante é que Jorge de Macedo Vieira nunca esteve em Maringá. O historiador do Patrimônio Histórico de Maringá, João Laércio Lopes Leal, conta que o urbanista recebeu a ajuda de Cássio Vidigal, diretor da Companhia de Terras Norte do Paraná e amigo de Jorge de Macedo Vieira dos tempos em que eles frequentaram a Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo). E foi a partir de um planejamento desenhado por Cássio Vidigal e tendo como referência algumas fotos aéreas da cidade que Jorge de Macedo Vieira finalizou o projeto de Maringá.
Fundação de Maringá


A fundação oficial de Maringá e data em que a cidade comemora seu aniversário é 10 de maio de 1947, quando a Companhia de Terras Norte do Paraná (que foi adquirida por investidores brasileiros nos anos 1940 e foi rebatizada como Companhia Melhoramentos Norte do Paraná em 1951) abriu um escritório na cidade, no cruzamento entre a avenida Duque de Caxias e a rua Joubert de Carvalho (a construção existe até hoje). Foi nessa data que a Companhia iniciou a venda dos lotes na região do Maringá Novo.


A primeira residência construída no Maringá Novo ficava na Av. Brasil, entre as avenidas Getúlio Vargas e Duque de Caxias, e pertencia ao gerente da Companhia, Alfredo Werner Nyffeler. Construída em madeira, a casa atualmente encontra-se no campus da UEM (Universidade Estadual de Maringá), para onde foi transferida em 1984, e atualmente abriga o Museu da Bacia do Paraná.


Em 1947, a futura cidade era distrito de Mandaguari. No ano seguinte, em 1948, Maringá foi elevada à categoria de Vila, tornando-se um município independente em 14 de novembro de 1951, pela Lei nº 790/91, que incluía os distritos de Iguatemi, Floriano e Ivatuba como parte do município de Maringá.
Cidade Canção


Nos primeiros anos da cidade, Maringá possuía inúmeros cognomes, como “Cidade Milagre”, “Cidade Brotinho”, “Cidade Menina”, “Cidade Prodígio”, “Rainha do Sertão Paranaense” entre outros. Durante o primeiro mandato do prefeito João Paulino Vieira Filho, o pioneiro Antenor Sanches ocupava o cargo de Secretario de Administração da Prefeitura de Maringá quando recebeu uma carta de uma estudante de Minas Gerais, solicitando mais informações sobre Maringá, “a cidade que nasceu de uma canção”.


Joubert de Carvalho autor da música Maringá.


Antenor Sanches considerou a colocação muito sugestiva, e promoveu uma campanha para que Maringá adotasse o cognome de “Cidade Canção”. Em 4 de dezembro de 2002, o vereador João Batista Beltrame, o Joba (PV), criou a lei nº 5.945/02, sancionada pelo prefeito João Ivo Caleffi, oficializando a adoção do cognome “Cidade Canção”.
Cidade Verde


Em maio deste ano surgiu uma nova discussão em relação ao cognome de Maringá. Isso porque, atualmente, uma das características mais marcantes da cidade é a quantidade de árvores existentes nas ruas. No entanto, essa não era a realidade de Maringá no início da colonização. Para pôr em prática o projeto de urbanização da cidade, foi necessário derrubar praticamente todas as árvores nativas da região.


Os impactos naturais causados pela grande devastação da mata atlântica local e o forte calor que fazia na cidade sem a proteção da sombra das árvores foram fatores que incentivaram a Companhia Melhoramentos Norte do Paraná a promover um projeto de reflorestamento e arborização de Maringá, além de um trabalho de preservação das espécies nativas. Para comandar o ousado projeto, a Companhia contratou o engenheiro florestal paulista e ex-chefe do Serviço Florestal de São Paulo, Luiz Teixeira Mendes.


Em 1950, o então governador do Paraná Moisés Lupion instalou uma pedreira em Maringá, para aproveitar as riquezas naturais da região. Preocupado em preservar as riquezas naturais locais e minimizar os impactos ambientais na região, o diretor-gerente da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, Hermann Moraes de Barros, solicitou pessoalmente a desativação da pedreira junto ao governador. O local ocupado pela pedreira acabou se tornando área de preservação natural, e se tornaria o primeiro viveiro de mudas de Maringá: o Horto Florestal Dr. Luiz Teixeira Mendes.


O Horto Florestal é uma reserva que conserva intacta a mata nativa original da região. Espécies nativas como ipês, alecrins e ingás, entre outras, podem ser encontradas no local. O horto acabou se tornando o 3º pulmão verde da cidade e o primeiro viveiro de mudas de Maringá, cultivando mudas tanto de espécies nativas quanto de árvores exóticas. Foi do viveiro do horto que saíram as mudas utilizadas na arborização das ruas de Maringá, assim como as árvores que foram utilizadas para o reflorestamento do Parque do Ingá no fim dos anos 1960, quando o parque foi vítima de um incêndio que destruiu parte da vegetação nativa local.


Luiz Teixeira Mendes tinha liberdade para desenvolver o projeto de arborização de Maringá. O engenheiro experimentou o plantio de mudas trazidas de outras localidades e também de mudas nativas, coletadas em meio à floresta, como era o caso do ipê-roxo. Em 1954, Luiz Teixeira Mendes se afasta do trabalho de arborização em virtude de problemas de saúde que culminariam em sua morte três anos depois, a 12 de julho de 1957.


Mesmo sem o engenheiro florestal, o projeto de arborização de Maringá continuou na ativa pelas mãos de seu assistente, o engenheiro agrônomo Anníbal Bianchini da Rocha, que em virtude de seu trabalho de arborização receberia a alcunha de “o jardineiro de Maringá”.


Outro personagem importante para o processo de arborização de Maringá foi Geraldo Pinheiro Fonseca, funcionário da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná que ficaria encarregado do plantio das árvores. O jornalista Rogério Recco, no livro “À Sombra dos Ipês da Minha Terra”, relata que Geraldo, mineiro de Montes Claros, chegou a Maringá em 1946. Trabalhava no setor de topografia da Companhia Melhoramentos, demarcando os limites dos lotes que seriam vendidos.


Foi Geraldo Pinheiro Fonseca que plantou a primeira árvore do perímetro urbano de Maringá, no cruzamento entre a Av. Duque de Caxias com a Rua Joubert de Carvalho, em frente ao escritório da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná.
Anos 1950


As primeiras eleições realizadas em Maringá ocorreram a dia 3 de outubro de 1952. O curitibano Inocente Villanova Júnior foi eleito o 1º prefeito da cidade.




Além dele, foram eleitos nove vereadores para compor a 1ª Câmara Municipal. Os primeiros vereadores de Maringá foram:







Vereador 

Partido 


Arlindo de Souza 

PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) 


Basílio Sautchuck 

PR (Partido Republicano) 


Cezar Haddad 

UDN (União Democrática Nacional) 


Joaquim Pereira de Castro 

PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) 


Jorge Ferreira Duque Estrada 

PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) 


José Mário Hauare 

PR (Partido Republicano) 


Malachias de Abreu 

UDN (União Democrática Nacional) 


Mário Luís Pires Urbinati 

PR (Partido Republicano) 


Napoleão Moreira da Silva 

UDN (União Democrática Nacional) 



A Câmara dos Vereadores de Maringá era composta por nove vereadores até 1964, quando o número de cadeiras disponíveis aumentou para 15.


A década de 1950 também ficou marcada pela fundação de instituições importantes em Maringá. A ACIM (Associação Comercial e Empresarial de Maringá) foi fundada a 12 de abril de 1953, iniciativa de um grupo de empresários locais para criar uma entidade que lutasse pelos interesses da classe.


Em 25 de julho de 1955 foi inaugurado em Maringá o Grande Hotel, posteriormente rebatizado de Hotel Ferrareto, e atualmente de Hotel Bandeirantes. Projetado pelo arquiteto José Augusto Bellucci, durante muitos anos foi o hotel mais luxuoso da região de Maringá, perdendo o posto apenas em 1983, quando foi inaugurado na cidade o Hotel Deville.




Entre os hóspedes ilustres que pernoitaram no hotel estão o príncipe Akihito e a princesa Michiko, que atualmente formam o casal imperial japonês. Eles estiveram em Maringá no dia 20 de julho de 1978, ano do 70º aniversário da Imigração Japonesa no Brasil.


O Grande Hotel foi tombado como Patrimônio Histórico do Estado do Paraná pelo processo nº 002/04, inscrição nº 156 no livro do Tombo Histórico a 30 de maio de 2005. No mesmo ano o Hotel Bandeirantes foi desativado pelo atual proprietário, o artista plástico Ricardo Zwecker, herdeiro do comendador Jacob Zwecker Junior, morto em 2002. Entre os bens da família está a indústria de bebidas Tatuzinho, responsável pela fabricação da cachaça “Velho Barreiro”.




No entanto, nem tudo na década foram flores. A 10 de maio de 1957, no 10º aniversário de Maringá, a data que deveria ser uma grande e memorável festa ficou marcada na história da cidade por uma tragédia. Na ocasião, aviões da recém-instituída Esquadrilha da Fumaça, da FAB (Força Aérea Brasileira), sobrevoavam a cidade mostrando as hoje tradicionais manobras acrobáticas. Eis que um avião do grupo, em um rasante na Praça Raposo Tavares, acabou colidindo contra um anteparo – um mastro – e caiu, tirando a vida dos dois oficiais a bordo da aeronave, o 1º Tenente Dagoberto Seixas dos Anjos e o 2º Tenente Afonso Ribeiro Melo.


O primeiro a noticiar os acontecimentos do fatídico acidente foi o radialista da Rádio Jornal Franklin Vieira da Silva, atualmente diretor-presidente do grupo O Diário.
Anos 1960


Na primeira metade da década, a 27 de março de 1963, um grupo de 45 cafeicultores da região fundou a Cooperativa de Cafeicultores de Maringá Ltda. – atualmente Cooperativa Agroindustrial de Maringá -, a Cocamar. No entanto, o café era um produto em decadência na região, e logo a cooperativa precisou investir em outras culturas e se diversificar para sobreviver.


Em 1965 a Cocamar já investiu em maquinário para beneficiar algodão, passando a trabalhar também com grãos, alguns anos depois. A famosa geada negra de 1975 foi o golpe de misericórdia para os produtores de café, mas a cooperativa já começava os investimentos para a industrialização de soja, visando agregar valor ao produto.


No dia 12 de abril de 2003 o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve em Maringá para a inauguração do novo complexo industrial da Cocamar, possibilitando a produção de inúmeros produtos como maionese, catchup, mostarda e a linha de bebidas Purity, que ganhou dimensão nacional. Atualmente, é uma das cooperativas mais modernas do Brasil.


Os fundadores da Cocamar:



Alfonso Lopes Alves 

Aloysio Gomes Carneiro 

Anatalino Boeira de Souza 


Ângelo Dianese 

Antônio Hubner 

Antônio Martos Peres 


Arthur Braga Rodrigues Pires 

Augusto Pinto Pereira 

Benedito Lara 


Bertholdo Hubner 

Diogo Martins Esteves 

Divino Bortolotto 


Domingos Salgueiro 

Edmundo Pereira Canto 

Elias Izar 


Ermelindo Bolfer 

Francisco Valias de Rezende Filho 

Guerino Venturoso Fiorio 


Gustavo Hubner 

Hélio Moreira 

Hidelbrando de Freitas Cayres 


Irineu Pozzobon 

Ivaldo Borges Horta 

João Piovezan 


Joaquim de Araújo 

Joaquim Romero Fortes 

José Alcindo Rittes 


José Armando Ribas 

José Freitas Cayres Filho 

José Geraldo da Costa Moreira 


Josué Moraes 

Juan Saldanha Garcia 

Luiz Alfredo 


Manoel de Freitas Cayres 

Mário Pedretti Tilio 

Mercy Salermo Rodaminsku 


Ney Infante Vieira 

Odwaldo Bueno Neto 

Orélio Moreschi 


Orlando Alves Cyrino 

Pedro Valias de Rezende 

Ricardo Oliveiro de Freitas 


Ruy Itiberê da Cunha 

Santo Pingo 

Waldemar Gomes da Cunha 





Fundação da UEM


Ainda nos anos 1960, mais precisamente em 1969, foi criada a UEM (Universidade Estadual de Maringá), a partir da união de três instituições estaduais de ensino superior: Faculdade Estadual de Ciências Econômicas (criada em 1959), Faculdade Estadual de Direito (1966) e Fundação Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (1966).




A Lei nº 6.034, que autorizou a criação da UEM, é de 6 de novembro de 1969. Para a construção do campus da universidade, o governo desapropriou o sítio Mariá, terras pertencentes a Aristides Souza Mello, o ex-diretor da Companhia de Terras Norte do Paraná que fora responsável pelo “planejamento” do Maringá Velho e que na época morava em Londrina. Segundo o historiador João Laércio Lopes Leal, do Patrimônio Histórico de Maringá, embora tivesse propriedades em Maringá, Aristides Souza Mello nunca residiu na cidade. A 11 de maio de 1976, a UEM finalmente é reconhecida como Universidade pelo Decreto Federal 77.583.


Atualmente, além do campus sede, em Maringá, a instituição possui campus regionais em Cianorte (criado a 16 de junho de 1985), Goioerê (10 de agosto de 1992), Cidade Gaúcha (Campus do Arenito), Diamante do Norte, Umuarama e Ivaiporã, além de uma Fazenda Experimental em Iguatemi (distrito de Maringá), do Centro de Pesquisa em Agricultura em Floriano (também distrito maringaense), e do Centro de Pesquisa em Porto Rico (Nupélia). As propriedades da Universidade Estadual de Maringá, juntas, ocupam uma área total de 6.344.212,17 m².


Foi considerada a 21ª melhor universidade do Brasil – e a melhor do Paraná - de acordo com o IGC (Índice Geral de Cursos) divulgado pelo MEC (Ministério da Educação) e pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) em janeiro de 2009. Na ocasião, a Universidade Estadual de Maringá oferecia 52 cursos de graduação, 93 cursos de especialização, 28 cursos de mestrado e 12 de doutorado.
23 de novembro de 1967


O fim dos anos 60 também reservou um dos crimes mais marcantes do imaginário popular de Maringá. No dia 23 de novembro de 1967 o jovem Clodimar Pedrosa Lô, um nordestino de apenas 15 anos, funcionário do extinto Palace Hotel, foi acusado de ter roubado dinheiro de Antônio Forte, cobrador das Casas Alô Brasil e hóspede do hotel. Denunciado à polícia pelo gerente do hotel, Attílio Farris, Clodimar foi levado por policiais à delegacia – que ficava na Avenida Paraná, próximo ao Corpo de Bombeiros da Rua Benjamin Constant - e, mesmo alegando inocência, acabou sendo torturado até a morte na “Sala dos Suplícios” – local destinado à tortura de suspeitos na época. No entanto, o menino era inocente. Acredita-se que o cobrador teria gastado todo o dinheiro e forjado a história do furto para se justificar com os patrões.


O pai de Clodimar, Sebastião Pedrosa Lô, veio de Parambu, no Ceará, até Maringá, em busca de mais detalhes sobre a morte do filho, e acabou fazendo vingança com as próprias mãos. No dia 15 de outubro de 1970, Sebastião encontrou Attílio Farris - o gerente do hotel responsável pela denúncia policial que culminara na morte de Clodimar – na Avenida Brasil. Farris foi morto por tiros à queima-roupa desferidos por Sebastião.


Os policiais envolvidos no incidente fugiram. Sebastião Pedrosa Lô foi julgado três vezes a júri popular pela morte de Attílio Farris e acabou absolvido em todas elas. O advogado de defesa de Sebastião, Eli Pereira Diniz, tirou proveito do apelo popular do incidente e se lançou candidato a vereador de Maringá, conquistando 3.995 votos em 1972 (quatro anos depois, o advogado tentou a reeleição, mas a quantidade de votos caiu para 1.601, encerrando sua “carreira” política).


Ainda hoje, Clodimar Pedrosa Lô é um santo do imaginário popular. O túmulo dele, coberto de placas de agradecimentos por graças concedidas, é um dos mais visitados no Dia de Finados. Clodimar Pedrosa Lô nasceu a 23 de janeiro de 1952 e faleceu na madrugada de 23 de novembro de 1967. Uma rua no Jardim Madrid foi batizada em sua homenagem.
Anos 1970


Parque do Ingá


Considerado o primeiro dos “pulmões verdes” do planejamento urbano de Maringá no projeto do urbanista Jorge de Macedo Vieira em 1943, o Parque do Ingá é um dos principais pontos turísticos de Maringá.


Inicialmente, o parque era uma reserva de mata fechada e era chamado de Dr. Etelvino Bueno de Oliveira. No fim dos anos 1960, um incêndio devastou parte das árvores nativas do parque. Para recuperar a área, foi preciso promover um reflorestamento com árvores retiradas do Horto Florestal Dr. Luiz Teixeira Mendes, o primeiro viveiro de mudas de Maringá.


Em 1969 começou o projeto para possibilitar a visitação interna do parque, coordenado por Anníbal Bianchini da Rocha, o jardineiro de Maringá. Dentro do parque foi aberta uma trilha, pavimentada com paralelepípedos retirados da Av. Brasil. O córrego Moscados, nascente localizada no interior do parque, foi represado e formou um lago. No dia 10 de outubro de 1971, durante a gestão do prefeito Adriano José Valente, o parque foi oficialmente aberto e rebatizado como Parque do Ingá. No livro “À Sombra dos Ipês da Minha Terra”, o jornalista Rogério Recco conta que o novo nome foi inspirado na grande quantidade de árvores popularmente chamadas de ingá que existiam no interior do parque.


Durante anos o Parque do Ingá tradicionalmente recebia a visita de inúmeras famílias maringaenses, que passavam os finais de semana fazendo piqueniques à beira do lago, em contato com a natureza. Nessa época, o parque ganhou a alcunha de “Clube do Povo”.


Na comemoração dos 70 anos da Imigração Japonesa no Brasil, a 20 de junho de 1978, o príncipe Akihito e a princesa Michiko – atual casal imperial japonês -, estiveram em Maringá e participaram de duas inaugurações: da pedra fundamental da sede da futura Associação Cultural e Esportiva de Maringá (Acema) e do jardim japonês no Parque do Ingá, este construído às pressas para a celebração festiva (as obras começaram apenas um mês antes da chegada do casal japonês ao Brasil). Na ocasião, o casal foi acompanhado pelo então presidente do Brasil, o general Ernesto Beckmann Geisel, 4º presidente da Ditadura Militar.


Príncipe Akihito e a princesa Michiko atual casal imperial japonês, estiveram em Maringá.


Na ocasião, o jornal O Diário do Norte do Paraná registrou que uma comitiva de Kakogawa – cidade-irmã de Maringá – que acompanhava o futuro casal imperial, presenteou o então prefeito de Maringá, João Paulino Vieira Filho (que cumpria seu 2º mandato – o primeiro foi entre 1961 a 1964), com a “menor calculadora do mundo” para os padrões da época.


A partir de 1991, o Parque do Ingá foi declarado oficialmente como Parque Municipal, sendo incorporado à Lei Orgânica do Município como área de preservação permanente.


O Parque do Ingá chegou a contar com um pequeno zoológico, restaurante, churrasqueiras, pedalinhos no lago, entre outros. O parque ainda hoje guarda uma importante relíquia dos tempos da colonização de Maringá. A primeira locomotiva “Maria Fumaça” que chegou à estação ferroviária da cidade a 31 de março de 1954, pode ser vista em exposição logo na entrada do parque.


Fechamento e Reabertura: #Ingaja


No dia 15 de abril de 2009, o parque foi fechado após a suspeita de que alguns macacos teriam morrido no local graças a uma epidemia de febre amarela. Mesmo após os exames realizados pelo Instituto Adolpho Lutz e pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) terem apontado a herpes como a causa da morte entre os animais, o Parque do Ingá continuou fechado para reformas.


O Parque do Ingá permaneceu fechado por mais de dois anos, com algumas promessas de reabertura ao longo deste período não tendo sido cumpridas. Em 22 de maio de 2011, o jornal O Diário do Norte do Paraná iniciou a campanha “Ingá Já”, convidado a comunidade maringaense a se engajar em um movimento em prol da reabertura do parque.


No dia 5 de junho de 2011 (domingo), Dia Mundial do Meio Ambiente, o Parque do Ingá foi aberto à visitação e recebeu mais de 20 mil pessoas. No dia 8 de junho do mesmo ano, o Parque do Ingá foi oficialmente reaberto ao público, de quarta à domingo, das 8h às 17h.






Parque do Ingá


Endereço: Av. São Paulo – Centro (próx. à Av. Tiradentes)


Fone: (44) 3221-1292


Visitação: de quarta à domingo, das 8h às 17h
Expoingá


A mais importante feira agropecuária de Maringá começou em 1972, com o nome de Expofema (Exposição Feira Agropecuária e Industrial de Maringá) e, embora a primeira etapa da construção do Parque de Exposições – na época chamado de Parque Exposição Presidente Emilio Garrastazú Médici – ter sido concluída em 1969, não foi este o local escolhido para a realização das primeiras edições da feira.


A organização da Expofema era responsabilidade da Prefeitura de Maringá, que sediou o evento em locais como o Clube Hípico de Maringá e a Praça da Catedral, tradicionalmente no mês de maio. A feira seria rebatizada de Expoingá (Exposição Feira Agropecuária, Industrial e Comercial de Maringá).


Até que, em 17 de julho de 1979 é criada a SRM (Sociedade Rural de Maringá), tendo como primeiro presidente Joaquim Romero Fortes. Já no ano seguinte, em 1980, o então prefeito de Maringá João Paulino Vieira Filho, pela lei nº 1.380/80, concedeu em comodato o Parque de Exposições à SRM, por 20 anos, assim como a organização da Expoingá.


Em 2012, a Expoingá vai chegar à 40ª edição, 17ª Internacional. O evento continua a ser organizado pela Sociedade Rural de Maringá e adotou como sede fixa o Parque de Exposições, que a partir de 1996 foi rebatizado como Parque Internacional de Exposições Francisco Feio Ribeiro, em homenagem ao pioneiro e cidadão benemérito de Maringá, falecido a 26 de agosto de 1995, e que desde o início participou da Expoingá.


O Parque de Exposições possui área total de 8.000 m², e abriga a maior arena de rodeio coberta da América Latina, com capacidade para 20 mil pessoas.
Catedral


As primeiras igrejas de Maringá foram a Capela São Bonifácio, construída na fazenda homônima pertencente ao padre alemão Emílio Clemente Scherer em 1940, e a Capeta Santa Cruz, que surgiu no Maringá Velho em meados dos anos 1940. Portanto, para que os fiéis pudessem frequentar as missas era necessário se locomover até o Maringá Velho ou até a fazenda do padre, caminho este que muitas vezes era dificultado pela formação de lama nos dias de chuva.


Catedral Nossa Senhora da Glória - Década de 1950.


No entanto, a Companhia Melhoramentos Norte do Paraná já planejava construir uma igreja no perímetro urbano de Maringá, na região mais plana da cidade, até mesmo para atrair moradores para a região do “Maringá Novo”. Em 1948, foi lançada a pedra fundamental da Catedral Santíssima Trindade, edificação de madeira construída ao lado de onde hoje está a atual catedral de Maringá. Dois anos depois, em 1950, a igreja já estava em pleno funcionamento.


Maringá tornou-se sede da diocese em 24 de março de 1957, com a nomeação do 1º bispo da cidade, Dom Jaime Luiz Coelho. Ao longo dos anos, o bispo se tornaria muito mais que uma figura religiosa, sendo uma personalidade importante no desenvolvimento de Maringá. Ele foi diretamente responsável pela construção da atual catedral, participou da criação da Faculdade Estadual de Ciências Econômicas, que anos depois seria um dos embriões da Universidade Estadual de Maringá, e foi o fundador do jornal Folha do Norte do Paraná, entre outros.


Um ano após sua chegada, em 1958, Dom Jaime já iniciou os preparativos para a construção de uma moderna catedral. Para o ambicioso projeto, ele convidou o arquiteto José Augusto Bellucci, o mesmo arquiteto responsável pela construção do Grande Hotel. A 10 de abril de 1958, Bellucci apresentou uma maquete da nova catedral, em formato cônico, inspirado no foguete russo Sputnik II. A pedra fundamental da nova catedral – um pedaço de mármore retirado das escavações da Basílica de São Pedro, no Vaticano -, já denominada Nossa Senhora da Glória, foi inaugurada no dia 15 de agosto de 1958, em cerimônia promovida por Dom Jaime Luiz Coelho.


A Catedral Nossa Senhora da Glória começou a ser construída efetivamente em julho de 1959 e foram concluídas apenas a 10 de maio de 1972, sendo inaugurada no 25º aniversário da cidade. Os 16 vitrais da catedral, criados por Lorenz Helmair, começaram a ser instalados em dezembro do mesmo ano. Os quatro vitrais maiores fazem referência aos quatro pontos cardeais, enquanto os outros 12 menores representam os 12 apóstolos. O design do altar ficou por conta de Manfred Osterroht. O crucifixo de madeira de 7 metros que está no altar foi criado por Conrad Mozart. A decoração interna, incluindo pinturas, esculturas, entre outros, foi obra do artista plástico Zanzal Mattar. Ao todo, foram 60 trabalhos desenvolvidos pelo artista na Catedral, 36 deles sendo painéis em cimento.




No topo, a Catedral também possui um mirante, a 84 metros de altura, subindo 463 degraus (do solo à cruz, são 580 degraus ao todo, mas os turistas têm acesso apenas até o 463º degrau). A altura total chega a 124 metros, somando os 114 metros da construção aos 10 metros da cruz construída no topo, tornando a catedral o maior monumento da América do Sul, 10º maior do mundo. Na parte externa, nos jardins, há um espelho d’água, com fontes luminosas e chafarizes capazes de jorrar água há mais de cinco metros de altura.


Consagrada em 3 de maio de 1981, a catedral ganhou o título de basílica menor a 21 de janeiro de 1982, passando a se chamar Catedral Metropolitana Basílica Menor Nossa Senhora da Glória.











Em abril de 2010, o mirante da catedral foi interditado para reformas estruturais.






Catedral Metropolitana Basílica Menor Nossa Senhora da Glória


Altura: 114 metros + 10 metros da cruz no topo;


Altura livre / Altura do mirante: 84 metros;


Degraus: 580 (os visitantes têm acesso apenas até o 463º degrau)


Diâmetro Externo: 50 metros;


Diâmetro Interno: 38 metros;


Vitrais: 16;


Painéis de Cimento: 36;


Capacidade: 4.700 pessoas;


Endereço: Av. Tiradentes, Centro – Próx. ao Centro de Convivência Renato Celidônio;


Telefone: (44) 3227-1993

FOTOS LINDAS DE MARINGÁ - PR.

sábado, 21 de setembro de 2013

PRIMEIROS ANOS EM MARINGÁ - PR. - PÓ E BARRO

POEIRA, LAMA, FUMAÇA E ESCURIDÃO
“Poeira, lama, fumaça e escuridão”. Teriam estas palavras sido extraídas de livro de Apocalipse? Não, estamos nos referindo à Maringá dos anos 40, 50 e 60Quem anda pelas amplas e arborizadas avenidas de nossa cidade e desconhece nossa história não tem a menor ideia de como era Maringá a 50 ou 60 anos atrás. Famosa por sua fertilidade, a terra vermelha do norte do Paraná, atraiu imigrantes de todo Brasil e de diversas partes de mundo. O povoamento de Maringá começou pela zona rural por volta de 1938, sendo feito predominantemente por paulistas, mineiros, nordestinos e imigrantes (italianos, portugueses, espanhóis, japoneses, alemães, ucranianos, poloneses e libaneses). Estes desbravadores, em um primeiro momento, compravam um lote no meio da mata e depois vinham desmatando suas terras, construindo precários barracos de palmitos e, mais tarde, residências definitivas, com a própria madeira que haviam derrubado e formando suas lavouras. As pessoas menos favorecidas continuavam morando nos ranchos improvisados feitos de lascas de palmito, chão batido e coberta com tabuinha ou folhas de palmitos, colocadas de forma a evitar goteiras de chuvaO desmatamento da região se deu de forma tão acelerada que em um período relativamente curto nossa geração pode testemunhar a transformação da densa mata atlântica em prósperas cidades rodeadas por incontáveis propriedades agrícolas. Nos locais ainda não desmatados era possível encontrar onças, cobras, macacos, pacas, tatus, tamanduás, cervos, catetos, capivaras, quatis, queixadas, antas, macucos, nambus, papagaios, araras, periquitos, jaburus, arapongas, jacus, etc. Nesta época, em função da proximidade da mata eram comuns picadas de insetos peçonhentos e cobras. Já na área urbana, no dia 10/11/1942, a Companhia de Terra do Norte do Paraná
(CTNP), hoje conhecida como “Companhia Melhoramentos do Norte do Paraná” lançou a pedra fundamental de Maringá por ocasião da inauguração do Hotel Maringá, no
Maringá velho, quando iniciou a venda de lotes urbanos. Assim, no início da década de 40, começaram a ser erguidas no Maringá velho as primeiras edificações urbanas. A primeira porção a ser aberta, com machados, foices e enxadões foi na Avenida Brasil entre a Avenida São Paulo e o restaurante Fim da PicadaNa cidade predominavam as casas de madeira, sem pintura, com tábuas serradas manualmente, construídas em uma clareira, ou seja, em um local em que se derrubavam árvores e construíam as casas, tendo como limite, uma parede de árvores altas. Nesta época, caminhões traziam as mudanças dos imigrantes. Segundo relato do pioneiro Antenor Sanches, em 1946, o comerciante Napoleão Moreira da Silva, pagou um homem para contar quantas famílias chegavam por dia em Maringá. Segundo Antenor Sanches, ele chegou a contar em um único dia, 302 famíliasO principal fluxo de imigrantes era constituído, além dos caboclos desmatadores, de pessoas que trabalhavam na lavoura (peões, empreiteiros, sitiantes e colonos). Os peões em geral chegavam em caminhões conhecidos como “pau de arara”. Mas havia também os compradores de terras (jacus) corretores de imóveis (picaretas)carroceiros, caminhoneiros, profissionais liberais e comerciantes de diferentes ramos de atividade, que permitiram que os Maringaenses fossem progressivamente diminuindo a dependência das compras em Apucarana, Mandaguari e Marialva. Uma atividade que cresceu nos primeiros anos foi o ramo de serraria. Pois o desmatamento intenso e o processo de construção de casas utilizando madeira, fez com que Maringá chegasse a ter mais de 30 serrariasO enorme fluxo de pessoas que vieram atraídas pelas terras férteis e com preços baixos fez a população do norte do Paraná se elevar de 720 mil para 3,5 milhões de habitantes entre 1940 e 1970.- 5 - Com base no recenseamento de 1940 para o município de Londrina (que incluía: Rolândia, Marilândia do Sul, Cambé, Tamarana, e Faxinal) verificamos que mais da metade da população (75.296 habitantes) tinha menos de 20 anos: 33,6 % abaixo de 10 anos e 23,06 % entre 10 e 19 anos. Nesta época a maioria absoluta destes jovens e crianças estava trabalhando e uma parcela muito pequena frequentava a escola. A participação de crianças era importante nas atividades agrícolas. Por exemplo, uma criança de cinco anos já poderia ajudar a levar água e refeições para os que estavam trabalhando na roça. Os adultos entre 20 e 39 anos representavam 29,52% da população e a principal força de trabalho. Como a expectativa de vida da época era relativamente baixa, em
torno de 45 a 50 anos, os que tinham 40 anos ou mais (13,82%) já eram considerados “velhos”, estando assim distribuídos: 40-49 anos (7,44%), 50-59 anos (3,88%); 60-69 anos (1,71%); 70-79 anos (0,56%) e 80-89 anos (0,22%). Na faixa etária, entre 30-59 anos, havia 10.316 homens e 6.448 mulheres. A maior população masculina seria decorrente do fato de que nesta época, em geral, apenas o homem saia de casa para viver sozinho e mesmo os casados poderiam vir antes da família, planejando trazê-las após obter condições mais apropriadas. Além de ser predominantemente jovem, as famílias que vinham “tentar a vida” eram relativamente númerosas. Por exemplo, meus avós maternos tiveram 9 filhos e meus avós paternos 13 filhos. A população era predominantemente branca (85%) havendo ainda: pardos (7%), amarelos (5%) e negros (2%). Quanto à religião a maioria era católica (87,3%), seguida de evangélicos (6,2%), budistas (2,9%), espíritas (0,9%), católicos ortodoxos (0,7%), outras religiões (1,7%) e sem religião (0,16%). Maringá nasceu oficialmente em 10/05/1947 e em 14/11/1951, ao se emancipar de Mandaguari, já contava com 38.588 habitantesCom o rápido desenvolvimento do Norte do Paraná, não havia como atender a demanda por energia elétrica e o governo estadual tinha poucos recursos para esse fim. Diante disso, a população ficava sempre às escuras. Em 1952, Maringá recebeu do governo estadual um modesto conjunto de geradores a diesel capazes de atender uns poucos quarteirões. Em Apucarana, como os geradores viviam pegando fogo e espirrando óleo, logo foram apelidados de “vulcões”. Mesmo com a chegada da Copel (1956), inicialmente pouca coisa mudou e, volta e meia, alguém incendiava um poste para mostrar seu descontentamento. Já os estudantes, em função das constantes interrupções de energia à noite, não tardaram a organizar passeatas de protesto. Na falta de energia elétrica a iluminação era feita com velas, lamparinas ou lampiões a querosene. Alguns mais afortunados possuíam geradores (motor Diesel) ligados ao anoitecer e mantidos até as 22:00 horas. Em estabelecimentos como hospitais, a presença de um gerador era imprescindível. A única opção aos geradores, eram as companhias privadas de eletrificação que via de regra, ofereciam serviços ruins e caros. Nesta época, o povo chamava os postes de madeira de “palitinhos” e as lâmpadas de “tomates”, pois estas apenas ficavam vermelhas, iluminando muito poucoA cidade só começou a se livrar dos geradores em 1962 quando o governo estadual mandou estender a linha de transmissão de Salto Grande até MaringáOutro problema era a falta de higiene: lixo nas ruas, transporte de alimentos em carroças, abatimento de animais na beira do córrego eram fatores que contribuíam para a elevada ocorrência de infecções. Nesta época, a febre amarela silvestre, malária, febre tifóide, gastrenterites e disenteria eram comuns. Em relação às crianças, as principais- 6 - causas de morte, além da disenteria era o chamado “mal dos sete dias”, uma forma de tétano no recém nascido, provavelmente causado por partos sem assepsia. As instalações sanitárias eram casinhas de madeira sobre fossas comuns, no fundo do quintal e que tinha apenas um buraco coberto por um assento de madeiraNesta época, embora existissem regras bem definidas para a distância entre o poço e a fossa era comum a contaminação da água do poço pela água da fossa. Tomava-se banho em uma bacia metálica usando água retirada com auxílio de um balde de um poço com mais de 20 metros de profundidade. Porém, no inverno era preciso esquentar a água no fogão a lenha antes de usa-la no banho. Para escavar os poços havia o “furador de poço”. Estes profissionais também eram frequentemente chamados para “cavar mais fundo”, porque com o desmatamento acelerado, os lençóis freáticos diminuíam e a água do poço desaparecia. O café era torrado no quintal da casa no torrefador, que consistia de uma “bola de metal” que era colocada no fogo, apoiada em um dispositivo que permitia girá-lo manualmente. Este processo era bastante cansativo, demorado e extremamente desconfortável, principalmente quando realizado em dias quentes. Mas a falta de energia elétrica, a falta de higiene, a falta de um sistema de saneamento básico não eram os únicos problemas. Pois a mesma terra vermelha que por sua fertilidade gerava riquezas também gerava um pó finíssimo, altamente penetrante e que ficava suspenso no ar por tempo indefinido. O relato de John dos Passos, viajante inglês, ao descrever Maringá, em 1954, nos dá uma idéia do problema: “Na cidade, a poeira era insuportável, mas nos arredores era de sufocar. Os lenços com que tentávamos enxugar os rostos suarentos ficavam manchados de vermelho. O nosso guia notou que nós estávamos sentindo sufocados e disse à guisa de consolação que não nos devíamos preocupar com a poeira. Um médico dali, muito bom por sinal, havia descoberto que a poeira de Maringá, estava impregnada de terramicina. A poeira de Maringá curava qualquer infecção”. (Fonte: "O Brasil Desperta", tradução: Pinheiro de Lemos, Record, RJ, 1964). Naquela época, quando se andava a pé e passava um carro, era preciso fechar os olhos e esperar até diminuir aquela poeira fininha que irritava os olhos. Mas, ainda era melhor do que quando chovia e os carros podiam jogar água e lama.  Por esta razão era comum a expressão: “é poeira pra todo lado”, uma poeira que ficava impregnada, entranhada na pele, na roupa e na alma. Menos ao assoar o nariz, quando saia pelas narinas uma pelota de barro vermelhaA poeira ficava no ar por tanto tempo que servia de referência aos pilotos sinalizando a localização dos aeroportos. Pois a poeira levantada pelas hélices dos aviões (chamados de teco-teco) poderiam sinalizar aeroportos a uma distância de 50 km. Neste tempo, o “caminhão pipa” da prefeitura lançava água nas ruas para reduzir aquela poeira fininha e vermelha que ia penetrando em tudo: nas casas, na roupa, na pele e dando a tudo, inclusive às pessoas um aspecto avermelhado, razão pela qual fomos apelidados pelos habitantes de outras regiões do Brasil de “pés vermelhos”Mesmo quem não tenha vivido em Maringá nesta época pode imaginar o grande desafio que era manter a limpeza da casa e das roupas. O excesso de poeira conferia à cidade um aspecto avermelhado e sujo que só começou a ser amenizado com o calçamento. A primeira quadra calçada em paralepípedos foi iniciada em 1957, na avenida Brasil, na porção próxima à praça Napoleão Moreira da Silva enquanto o asfaltamento da cidade se iniciou em 1961Mas nem tudo era poeira. O calor produzia suor que atraia insetos (borrachudos, mosquitos e pernilongos); e em períodos de seca a fumaça das queimadas (método utilizado visando limpar a terra para o plantio) se intensificava gerando muita poluição.- 7 - Quando não tinha pó tinha lama. Durante as chuvas as ruas se transformavam em inacreditáveis atoleiros. Segundo o relato de pioneiros durante as chuvas a Avenida São Paulo se transformava em um córrego. Dai uma frase popular desta época:
Maringá: cidade de fama. Quando não é poeira é lama”Devido a presença da mata fechada, a cidade tinha um clima muito mais úmido que o atual e as chuvas eram muito mais frequentes do que hoje. Naqueles tempos, um importante acessório era o raspador de barro (conhecido como “chora paulista”), instalado na entrada das casas e lugares públicos. Havia vários modelos. Na entrada da residência de meus avós o raspador de barro era um cabo de enxada, fixado no chãocom a porção cortante virada para cima. Além de limpar os sapatos e botas, o raspador de barros aliviava o peso nos pés. Pois a medida que o barro ia secando formava uma crosta espessa e pesada onde se fixava o barro ainda mole. Ao mesmo tempo em que era altamente aderente o barro era extremamente escorregadio. Por esta razão, eram comuns nos dias de chuva, os tombos na lama, em especial quando se tentava atravessar terrenos um pouco mais inclinados. O barro e a chuva criaram as expressões: amassando barro (caminhando na lama); foram muitos dias de lama (choveu por muitos dias); limpe os pés antes de entrar (usar o raspador de barro antes de entrar em casa), tirou o pé da lama (ficou rico), ficou atolado na lama (literalmente: ficou atolado na lama). Em dias de chuva, mesmo de bicicleta era muito difícil se deslocar, porque a lama ia se acumulando no pneu e a partir de um dado momento só havia duas opções: ir “empurrando a bicicleta ou levá-la nas costas”. Se em dias de chuva caminhar na cidade era difícil, sair de Maringá era uma aventura, sem garantia de chegada, mesmo em trechos relativamente próximos. Lembro-me da “serrinha do Camargo”, próxima à cidade de Dr. Camargo (a 30 km de Maringá), que só era possível atravessar usando carros com tração nas quatro rodas e correntes nos pneus para enfrentar a lama extremamente lisa. Nesta época, os melhores veículos para enfrentar o barro eram a Rural e o Jeep Willys. Onde havia estradas, tinha se a opção pelo uso de bicicletas, charretes, carroças, automóveis, caminhões, e em alguns lugares havia a opção por um tipo de ônibus aberto denominado jardineira. Porém, onde não havia estradas o deslocamento era feito no meio da picada, a pé ou a acavalo. A picada às vezes era interrompida por uma “pinguela” (pau que atravessa o riacho funcionando como uma ponte para pedestres). Em lugares onde haviam rios o transporte era feito com balsas o que acarretava “longas esperas”. O transporte ferroviário chegou em Maringá apenas em 1954. No período de chuvas como o transporte era impraticável e a cidades ficava isolada, era difícil a busca de assistência médica em outras cidades. Esta dificuldade fez com que muitos pioneiros retornassem ao seu lugar de origem. Por esta razão foi muito importante a construção do primeiro hospital (1944), a Clínica Santa Cruz. Além disso, com a falta de médicos, as benzedeiras, rezadeiras e curandeiros eram populares. Lamaçais intransponíveis na época das chuvas; poeira de cegar na época das secas, fumaça de asfixiar na época das queimadas …. estradas intransitáveis, falta de assistência médica, falta de energia elétrica e de outros confortos …. pessoas chegando de todas partes do Brasil e do mundo atraídas pelas terras baratas e férteis do Norte do Paraná …. uma população evangélica bastante reduzida …. Apesar de as condições não serem favoráveis nasce “no meio da mata” uma vigorosa comunidade evangélica. ROBERTO BARBOSA  BAZOTE

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

FOTOS ANTIGAS DE MARINGÁ DE 1940 a 1980 - LINDAS

















NGÁ - 1949





















OMEÇO DE MARINGÁ



















JOSÉ CARLOS FARINA - AUTOR DA PESQUISA























MARINGÁ DÉCADA DE 50




Á 1972







ulo a popular apelidado de "balaio das putas". Na época das grandes fortunas do café, o apelido das charretes se estendeu ao aviões que traziam novas "meninas" de São Paulo para , "encomendadas" pelos novos ricos da cidade.









ANOS 50